
A cena nacional, apesar de estar crescendo, vem se desenvolvendo em focos. Não são todos os estados que conhecem ou divulgam a e-music, e como o nosso país é uma imensidão de terras, contamos com alguns amantes da cena, que fazem qualquer coisa para divulgação e propagação do movimento underground, viajam pelos estados, mostrando e demonstrando seus trabalhos, para que a cena cresça cada vez mais. Este é um dos trabalhos que o Dj Tim Tim vem fazendo pela cena. Pioneiro na cena Matogrossense, Tim Tim agora está conquistando as pistas do Mato Grosso do Sul, aonde se apresenta mensalmente esbanjando seu carisma.
Faz tempo que você tem contato com música eletrônica? O que te atraiu para este estilo? Tive meu primeiro contato com a música eletrônica ao assistir o programa Clip Trip na Tv Gazeta.
A partir do momento que você, teve contato com a e-music, você já teve o desejo de ser Dj? Como começou sua história com as pick-ups? Desde os 7 anos já tinha o desejo de ser dj, mas foi aos 10 anos que comecei a fazer som em festinhas.
O que te atraiu para o estilo Techno? No começo tocava Acid Techno, mais com o passar do tempo fui conhecendo melhor outras vertentes da techno music e me identifiquei com o “Funky Techno”, um ritmo dançante e que não era muito tocado.
Tem algum Dj, que você admira e poderia citar o nome? Se inspira em algum deles para desenvolver seu trabalho? Murphy.
E como está sendo seu trabalho na cena Matogrossense, sabemos que você é um dos pioneiros a divulgar o trabalho na região, poderia comentar? Acho que atualmente o estado que mais está crescendo na cena é Mato Grosso, e também uma das pistas mais quentes para se tocar.
Qual a maior dificuldade que você encontrou na região para proliferação da cena eletrônica? A maior dificuldade foi ter batido de frente com djs picaretas que na época tocavam em cd e sabotavam o meu som quando iria tocar.
Você já tocou nos dois clubs da capital Sul Matogrossense o que achou daqui ? Eu amo Campo Grande, é a minha segunda casa.
Estamos acompanhando que seu trabalho na região, tanto na tua, quanto na nossa, e entre outras, esta se desenvolvendo bastante. Qual é a sensação de ter seu nome como uma das revelações para a e-music deste ano? Acho estranho, porque eu já toco profissionalmente á 7 anos. Em São Paulo ajudava na realização da Groove Babylon (1ª Rave com o DJ Alex S quando retornou ao Brasil) aqui também um dos organizadores da Mothership Connection. Mas realmente o reconhecimento veio quando comecei a trazer djs de fora do estado para tocarem em meu club. Com isso as portas se abriram e foi aí que tive o privilégio de tocar no Lov.e em São Paulo.
Conte-nos um fato curioso, que já lhe ocorreu quando você esteve tocando em algum clube ou rave que você ficou impressionado e lembra até hoje: Em Assis, uma garota vestida de mulher gato entrou debaixo das pick-ups enquanto eu tocava, e..., até o final.
Qual é a expectativa que você leva para esta noite (25/07) na qual estará tocando com um dos grandes nomes do Techno na cena nacional, o Murphy? A expectativa é a melhor possível, eu já toquei com ele algumas vezes e pra mim é o maior prazer.
Além de você, qual outro DJ de Cuiabá/MT que trabalha sério na cena. Giovane Curvo, o melhor dj house do estado.
Deixe-nos registrado um recado, para os amantes da cena underground, e para todos que acompanham o trabalho da e-music pelo país: Espero estar tocando novamente em Campo Grande/MS, e gostaria que o público local prestigiasssem o DJ Jay C sempre que ele tocar, porque ele é o cara que leva o nome do estado para fora. |